Morte à Meta

Morte à Meta
(Dica L. Marx)

O amor agora é um ramo
E a perda faz-me pedra,
Madre depressão medra,
Nado ainda neste dano

Não sopra mais a prosa
A doce flor foi cedo
Não saro, deixo a rosa…
- “Não chore: dome o medo”

Perto da morte torpe,
Eu tremo a cada metro
- Foi um corte fundo, e certo…

Toquei, fiquei quieto…
Morte à meta este é o tema,
Então, vale a alma e lava a pena.

São Paulo, 23 de junho de 2004

3 Respostas para “Morte à Meta”

  1. ellyguevara Disse:

    eta, moço!
    quanta perfeição em brincar com as palavras…um dia chego aí!!!
    bjinsssssssssssssss

  2. dicalmarx Disse:

    Acho que brincar é a palavra certa mesmo…eu me divirto fazendo isso…é como um grande quebra cabeças esperando para ser montado…

    Beijos

  3. dani vipo Disse:

    Impressionante, qualquer palavra a mais é vã…

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