Outubro 29, 2009
Enquanto penso no mundo e nas coisas que aprendi,
Vejo o tempo passar rapidamente no relógio digital
O dia continua frio-quente-frio, não me espanto: é São Paulo
Na companhia de Rousseau e de Jeff Buckley eu penso na vida
Uma pena eles estarem mortos
Tomaria fácil um vinho com eles essa noite
Penso se poderia ser um homem mais natural
Penso se este foi nosso “Last goodbye”
Será que nos veremos de novo?
Love will tear us apart again. Não sei…
Não sei, mas acho que aprendi algumas coisas.
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Setembro 23, 2009
Sob o efeito das luzes ignoramos qualquer presença
Dopamos nossa mente, somos apenas ausência
Sob o efeito das luzes perdemos a consciência
Bendizemos a ignorância, caímos em sonolência
Sob o efeito das luzes naturalizamos a violência
Somos comparsas da morte, inimigos da inocência
Sob o efeito das luzes a opinião vira crença
A culpa da moça estuprada, o erro e a penitência
Sob o efeito das luzes essa gente já não pensa.
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Setembro 13, 2009
Quando eu morrer quero apenas uma coisa:
Não querer mais nada.
Libertar minha mente
Libertar minha alma
Quando eu morrer
Chorem se quiserem
Sorriam se puderem
Tentem lembrar que eu gostava de sorrir
Quando eu morrer
Ouçam Jeff Buckley ao chegar em casa
Morrissey, Legião talvez
Quando eu morrer
Continuem vivendo.
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Fevereiro 20, 2009
(Dica L. Marx)
Carrego um segredo na alma
Desde que saí inteiro da quebrada
Só tenho minha voz como arma
Mas nenhuma palavra será disparada
Carrego o sorriso e a calma
Algum saber conquistado
A pele clara não esconde a origem
Abaixo dos cabelos crespos uma usina de idéias
Carrego uma cruz e vigio as matas
Caneta é espada, caderno é escudo
All Star, meu cavalo, me leva a ver tudo
Do conhecimento negado transponho os muros
Carrego o presente e o passado
Como posso, tento forjar o futuro
Martelo de ferreiro sempre ao lado
Neste destino um tanto inseguro
Carrego um segredo na alma…
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Janeiro 6, 2007
Diante da onda de violência ocorrida no ano passado em São Paulo eu escrevi um poema chamado “A cidade perdida”. Na última semana (última mesmo) ondas de violência semelhantes aconteceram no Rio de Janeiro, por acaso eu estava em Trindade (Estado do Rio). Resolvi, portanto, colocar aqui no blog este poema que, infelizmente, parece que vai permanecer atual por algum tempo…
Cidade Perdida
(Dica L. Marx)
Onde está a poesia
Que há pouco aqui estava?
Não retorna a alegria
À casa que habitava.
Quem te levou daqui
Furtou-me toda a calma,
Incendiou meus sentimentos,
Depredou a minha alma.
Deixou-me em silencio,
Ao seqüestrar minhas palavras,
Matou o meu encanto,
E en canto o decapitava.
E assim, sem voz, vou vivendo,
Se puder chamar de vida
O que há na cidade quieta,
O que há na cidade perdida.
São Paulo, 18 de Maio de 2006.
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Dezembro 25, 2006
Morte à Meta
(Dica L. Marx)
O amor agora é um ramo
E a perda faz-me pedra,
Madre depressão medra,
Nado ainda neste dano
Não sopra mais a prosa
A doce flor foi cedo
Não saro, deixo a rosa…
- “Não chore: dome o medo”
Perto da morte torpe,
Eu tremo a cada metro
- Foi um corte fundo, e certo…
Toquei, fiquei quieto…
Morte à meta este é o tema,
Então, vale a alma e lava a pena.
São Paulo, 23 de junho de 2004
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